QUESTÃO 13Enquanto Homero escrevia para cantar a glória e o nome dos heróis e Heródoto, para não esquecer os grandes feitos deles, o historiador atual se vê confrontado com uma tarefa também essencial, mas sem glória: ele precisa transmitir o inenarrável, manter viva a memória dos sem-nome, ser fiel aos mortos que não puderam ser enterrados. Sua narrativa afirma que o inesquecível existe mesmo se nós não podemos descrevê-lo. GANEBIN, Jeanne Marie. Lembrar Escrever Esquecer. São Paulo: ED. 34, 2014Articular historicamente o passado não significa conhecê-lo “como ele de fato foi”. Significa apropriar-se de uma reminiscência, tal como ela relampeja no momento de um perigo. Cabe ao materialismo histórico fixar uma imagem do passado, como ela se apresenta, no momento de perigo, ao sujeito histórico, sem que ele tenha consciência disso. O perigo ameaça tanto a existência da tradição como os que a recebem. Para ambos, o perigo é o mesmo: entregar-se às classes dominantes, como seu instrumento. BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história. In : BENJAMIN, Walter. O anjo da história. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2012.Os textos selecionados trazem uma abordagem sobre a história. Eles se aproximam ao mostrar que o passado não pode ser narrado. o historiador tem papel político com o objeto narrado.a história é um elemento imutável.o passado não se embasa no real, mas na articulação de reminiscências.o papel do historiador se altera ao longo do tempo.
Question
QUESTÃO 13Enquanto Homero escrevia para cantar a glória e o nome dos heróis e Heródoto, para não esquecer os grandes feitos deles, o historiador atual se vê confrontado com uma tarefa também essencial, mas sem glória: ele precisa transmitir o inenarrável, manter viva a memória dos sem-nome, ser fiel aos mortos que não puderam ser enterrados. Sua narrativa afirma que o inesquecível existe mesmo se nós não podemos descrevê-lo. GANEBIN, Jeanne Marie. Lembrar Escrever Esquecer. São Paulo: ED. 34, 2014Articular historicamente o passado não significa conhecê-lo “como ele de fato foi”. Significa apropriar-se de uma reminiscência, tal como ela relampeja no momento de um perigo. Cabe ao materialismo histórico fixar uma imagem do passado, como ela se apresenta, no momento de perigo, ao sujeito histórico, sem que ele tenha consciência disso. O perigo ameaça tanto a existência da tradição como os que a recebem. Para ambos, o perigo é o mesmo: entregar-se às classes dominantes, como seu instrumento. BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história. In : BENJAMIN, Walter. O anjo da história. Belo Horizonte : Autêntica Editora, 2012.Os textos selecionados trazem uma abordagem sobre a história. Eles se aproximam ao mostrar que o passado não pode ser narrado. o historiador tem papel político com o objeto narrado.a história é um elemento imutável.o passado não se embasa no real, mas na articulação de reminiscências.o papel do historiador se altera ao longo do tempo.
Solution
Os textos selecionados trazem uma abordagem sobre a história. Eles se aproximam ao mostrar que:
- o historiador tem papel político com o objeto narrado.
- o passado não se embasa no real, mas na articulação de reminiscências.
- o papel do historiador se altera ao longo do tempo.
O primeiro texto de Ganebin destaca a tarefa do historiador moderno de transmitir o inenarrável e manter viva a memória dos sem-nome, sugerindo um papel político e social do historiador. O segundo texto de Benjamin reforça essa ideia ao afirmar que a história não é simplesmente um registro do passado "como ele de fato foi", mas uma apropriação de reminiscências que relampejam em momentos de perigo. Isso sugere que a história é uma construção baseada em reminiscências, não necessariamente na realidade objetiva. Além disso, ambos os textos sugerem que o papel do historiador não é estático, mas muda ao longo do tempo, refletindo as mudanças na sociedade e na percepção do passado.
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